pressa

Vejo passos, acelerados, em busca de um ponto final porém encontrando apenas

sentenças

vazias e incompletas, deslumbradas em sua própria existência.

Semáforos no vermelho ignorados quando claramente querem ser notados, a fila no banco pedindo paciência recebendo apenas suspiros intolerantes, a senhora com problemas no joelho e sacolas pesadas, deixada para trás. Lerda. Preciso chegar logo.

Onde?

Vejo a pressa.

A todo momento uma enxurrada de desinformações, de frases opacas de sentido, enveredadas nas falas e nos gestos, fluídas nas relações. Vejo desafeto. Por que estão no meu caminho? Preciso chegar logo. As relações não são mais vividas, mas esperadas. Não esperava isso vindo de você. As expectativas são a nova moeda de troca, onde não importa o que vai acontecer, mas a decepção a ser experimentada de uma relação sequer iniciada. Me feriram. Não. Mas vão, tenho certeza.

O novo combustível da humanidade: a decepção insaciável, saboreada diariamente a cada momento de frustração quando a própria pressa não consegue suplantar o tempo. Não o do relógio, inventado pelos homens, mas aquele, o tempo, que quando chega não temos como fugir.

O agora não existe, nunca existiu. Existe só o Antes de você as coisas eram diferentes. Depois de você as coisas mudaram. Antes buscava a decepção, depois me tornei ela.

A tentativa vã de sanar as próprias expectativas de um futuro já conhecido. Viver a mesma frustração do outro.

Goze logo, tenho que acordar cedo.

A busca incessante por mudar um final do qual se desvia apenas os olhos, mas não os passos.

Sou a pressa.

Preciso atravessar a rua mas o sinal não abre. A fila não anda. Lerda. Goze logo, preciso acordar cedo.

Todos os dias.

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revisado por Luiz Henrique Dias.

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sobre coisas legais no youtube

A internet é um paraíso de coisas legais, isso todos estamos cansados de saber. Porém, o que muita gente não sabe (e muita mesmo) é a quantidade de conteúdo bacana e gratuito que tem por aí.

Já comentei aqui sobre o fabuloso documentário em seis partes, O Poder do Mito, de Joseph Campbell. Tem um outro, muito bom, de Marshall McLuhan, O meio é a mensagem, que estou terminando de ver para falar sobre. Porém, há uma infinidade de filmes – estadunidenses, neozelandeses, brasileiros, irlandeses – no youtube, de graça.

Deixo abaixo uma brevíssima lista de alguns filmes, alguns que gosto muito e outros que gosto pouco. =)

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Os famosos e os duendes da morte (brasileiro, 2009): assisti recentemente por indicação de uma aluna. A história é sobre um garoto do interior do Rio Grande do Sul, escapando pela internet da rotina entediante de sua cidade(zinha). Não chega a ser uma obra prima, porém vale a história, contada em uma melodia quase monótona, guardando para o seu quase-final um trunfo confuso e não tão inebriante.

50 maneiras de se dizer fabuloso (neo zelandês, 2005): o filme é divertidíssimo e ao mesmo tempo, denso. Trata sobre gênero na adolescência de uma forma delicada e apaixonante, com personagens encantadores e fortes.

Orações para Bobby (estadunidense, 2009, baseado em livro homônimo de 1995): filme produzido apenas para a TV, exibido um dia antes do oscar de 2009. Conta a história de Bobby, um garoto homossexual que sofre as consequências de uma família extremamente religiosa, principalmente sua mãe. Uma das mais tocantes cenas que já vi está em seu final, com um turbilhão de emoções difíceis de se processar.

O segredo de Kells (animação belga, 2009): queria assistir há algum tempo, até que encontrei no youtube. Doce, colorida, fabulosa em sua trilha sonora, personagens e narrativa, conta a história de um garotinho, Brendan, que vive sob a tutela de seu tio, um abade, cuja atenção é toda dedicada a construção de um imenso muro que os protegerá dos bárbaros. Brendan nunca saiu da abadia e não conhece o mundo do lado de fora, porém tudo muda quando Aidan, famoso por suas iluminuras. O filme se baseia na lenda do Livro de Kells (aqui também).

Clapham Junction (inglês, 2007): filme para a televisão (britânica), narrando uma única noite de verão londrina, de histórias aparentemente separadas porém interligadas pelos personagens. Os protagonistas, quase todos homossexuais, de diferentes ambientes, idades e classes, sofrendo algum tipo de repressão ou violência.

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fanzines, aulas e a criação de si

É difícil esconder a alegria de ver, após quase um semestre letivo inteiro, o resultado dos trabalhos entregues. Desde o início de agosto, alunos de jornalismo e publicidade dedicam parte de seu tempo na produção de um fanzine.

este zine permite ao leitor montar a história da maneira que ele bem entender, trabalhando com cards compostos por texto e imagem

As exigências: o zine não poderia morrer em sala de aula, precisaria ser distribuído e o tema não poderia fugir da região trinacional evitando, a todo custo, o turismo. Nada de Cataratas, nada de Itaipu, nada de falar de quem já é visto, ouvido e repetidamente aplaudido. O desafio: embrenhar-se nas ruas da cidade e descobrir os vagalumes, encontrar aqueles que são abafados pelos grandes discursos já legitimados.

Nessa primeira fase, Bruno Oliveira, grande amigo e ser humano incrível, conversou com as turmas envolvidas explicando, brevemente, conceitos sobre construção de narrativa no caminhar da cidade, sobre o contraste social, das verdades impostas e dos vagalumes, ofuscados pelos grandes holofotes. Uma série de textos, links e referências variadas foram enviadas para ajudar no processo de construção do discurso, no caso, o zine de cada grupo.

Precisariam, ainda, apresentar os requisitos básicos de uma publicação, com uma linha editorial e diagramação elaboradas, plano de custos, público e distribuição, além de não apenas adaptar o conteúdo para o digital: o zine precisaria traduzir sua subjetividade para as mídias sociais. Alguns arriscaram perfis no instagram enquanto outros adaptaram conteúdo da web para o impresso e alguns foram um pouco além, com uma proposta ousada de um tumblr com conteúdo sobre e para a terceira idade ou ainda um vídeo.

aqui, prezaram pela experiência sensorial, colando uma lixa no zine, simulando uma prancha de skate

Os fanzines foram aqui utilizados como ferramenta pedagógica, objetivando facilitar o ensino dos fundamentos necessários para se desenvolver uma publicação e utilizar a oportunidade para incentivar o interesse pela produção autoral, livre de amarras e impedimentos. Usei como base esse, esse e esse livro.

Também ocorreram vários debates, traçando paralelos entre o eixo editorial e a produção underground e, inclusive, a produção absurda de conteúdo na internet e como ela se relaciona com o mundo impresso (essas já não tão novas formas de se relacionar com o mundo, mas que ainda são pouco exploradas em sala de aula).

Agora, após as monitorias e a entrega final, eles caminham para a fase de distribuição e interação com o público para, no final do semestre, serem avaliados em uma banca, mostrando o que aprenderam, entenderam e como enxergam suas produções no cenário local.

neste zine, o aluno, paraguaio, empreendeu um discurso sobre o espanhol, sobre influências advindas do guarani e prezou por um layout simples, com contrastes fortes

Muito além, acredito que incentivar os estudantes a produzirem conteúdo autoral, interagirem com sua rotina de uma maneira diferente da qual estão habituados, olhando para a cidade com olhos críticos, buscando enxergar além do dos preconceitos e valores já estagnados no tempo e do que é legitimado por outros, pode contribuir mesmo que timidamente com a formação enquanto cidadãos críticos e atuantes, cientes de sua posição no mundo e do potencial criativo de rebater e recriar o que nos é imposto, por todos os lados e de tantas diferentes maneiras.

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edição e design – resenha e opinião

Em minhas aulas de Produção Gráfica procuro, ao máximo, questionar os alunos sobre a atual importância e relação do impresso com o digital, em uma [não tão nova] realidade onde as pessoas podem não apenas receber informação, mas também produzir, interagir, opinar, reconstruir e reconfigurar significados em “tempo real”.

No entanto, alguns conceitos do impresso se tornam imprescindíveis para a criação e desenvolvimento efetivo de qualquer obra. Quando meu cunhado (grande designer) soube que eu seria professor, me indicou o livro Edição e Design, sendo este meu primeiro contato com o autor Jon V. White.

A obra é uma das publicações mais fantásticas e divertidas com as quais já tive oportunidade de interagir. White faz considerações importantes sobre não apenas a criação em si, mas sobre aspectos muitas vezes ignorados pela maioria dos criativos ao redor do globo: o ambiente, o indivíduo, a tridimensionalidade do projeto.

Na página das resenhas do livro no Skoob encontrei uma breve resenha de um grande amigo, o Tarcízio Silva (recomendo a leitura de seu blog), da qual cito uma passagem:

“Desfile” é o capítulo mais suculento. Infelizmente, a maioria dos livros de design gráfico ignoram um aspecto importantíssimo: a sequencialidade entre as páginas como recurso estético ou narrativo. White diz: “o modo pelo qual os observadores reagem a uma página é afetado pela memória daquilo que acabaram de ver, assim como a curiosidade pelo que vem em seguida. Hábeis comunicadores exploram essa quarta dimensão – o tempo – para dar ‘ritmo’ ao produto e incluir surpresas, altos e baixos emocionais.” Utiliza essa metáfora do “desfile” e compara o passar das páginas a várias outras artes e performances.

uma das páginas do livro, especificamente a capa de início do capítulo “cor” (que inclusive é a única parte no livro inteiro que possui cor e um papel diferente do restante da publicação)

White se utiliza de uma linguagem despojada e exemplifica, através de desenhos claros, aquilo que diz com palavras, estabelecendo a relação da qual tanto comenta entre imagem e texto.

Alguns de seus capítulos são bastante breves, como “A Publicação”, um dos primeiros do livro. Há outros muito mais longos, como “Desfile” e “Imagens” e que exploram com riqueza vários caminhos e maneiras de se construir o layout, passando por alinhamento da página como um todo, da imagem em relação ao texto, das legendas em relação às imagens, do espaço vazio enquanto instrumento de intensificação da leitura e até das diversas maneiras de se utilizar uma mesma imagem conforme a intenção da matéria.

Edição & Design vale cada página de leitura e merece ser revisitado regularmente.

E uma curiosidade: White disponibilizou algumas de suas obras como Domínio Público. Vale conferir!

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fanzines nas escolas – resenha e opinião

Desde que comecei a dar aulas este ano, minha inquietação passou de normal para abismal. Se procurar soluções frente a uma realidade já era um desafio, agora, buscar caminhos e possibilidades para ser um professor que acompanhe o ritmo dos alunos, do mercado e do mundo passou a ser pensamento constante, quase um mantra.

Uma de minhas características como profissional é questionar o que é proposto e, quando há necessidade de supervisionar um time, levantar pontos fracos e fortes de maneira técnica, sempre apontando caminhos diferentes a fim de levar os indivíduos a auto-crítica e auto-aprimoramento. Através de trabalhos explorando multi-plataformas, quase transmidiáticos, trabalho junto dos alunos explorando caminhos de se empoderar da linguagem, construir informação a partir da pesquisa e, de alguma maneira, [re]definir a realidade, por menor que ela seja. O fanzine é uma dessas plataformas, uma mídia quase que absolutamente marginal e, nas palavras de Renata Queiroz Maranhão (2012, p. 14), uma superfície aberta a múltiplas experimentações no ato de combinar textos e imagens em um artefato cuja elaboração depende do objetivo e da criatividade de quem experimenta ser autor.

Em seu livro, Fanzines nas Escolas, convite à experimentação, Maranhão dialoga sobre as possibilidades que o fanzine permite, por sua característica artesanal, marginal e sem uma definição petrificada: ele depende das intenções do autor para com o ambiente, com o mundo.

Enquanto instrumento pedagógico, os zines permitem aos professores trabalhar o conteúdo do currículo escolar juntamente com os alunos, não sendo “possuidor do conhecimento” mas, sim, um facilitador, indicando meios de pesquisar e aprender a partir da exploração do mundo e não da interação tradicional e petrificada que temos comumente hoje (e há tanto tempo).

O livro exemplifica situações do fanzine em sala de aula, em diversos níveis inclusive, desde a educação básica até no ensino e preparo de docentes.

Entre suas referências para a pesquisa, Maranhão utilizou Fanzines: autoria, subjetividade e invenção de si, o qual já li e escrevi sobre.


MARANHÃO, Renata Queiroz; Fanzines na escola: convite à experimentação. Fortaleza : EdUece, 2012.

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Sobre mídias sociais e direção de arte – parte 5

1. parte: Introdução

2. parte: O ambiente do usuário de mídias sociais

3. parte: O ambiente do diretor de arte de mídias sociais

4. parte: Creative Commons

5. parte: Pesquisa de imagens


Finalmente, chegamos ao último post da série “Sobre mídias sociais e direção de arte”,

Uma produção de fotos com um excelente profissional não sai barato, salvo exceções de grandes marcas que têm condições para tal. A velocidade exigida pelas mídias sociais não deixa tempo para grandes produções e, no ambiente virtual, os bancos de imagem ganharam notoriedade, com preços e qualidade bastante variados. E isso influencia diretamente na qualidade do material, ainda mais se o cliente não quiser/não puder investir em um bom banco de imagens.

Além de escolher o banco, encontrar imagens que se adequem ao perfil da marca, ao público e à realidade do nosso país tornam a tarefa bastante angustiante, já que muitos deles são internacionais e seus modelos, também (mesmo que tenha idioma em português). Outra coisa bastante importante: utilizar banco de imagens é correr o risco de ver uma mesma imagem utilizada por diferentes marcas, coisa que não acontece se existe verba pra bancar produção própria.

Quando trabalhei como diretor de arte para mídias sociais nosso maior desafio era encontrar fotos não apenas de acordo com a identidade da marca e do público, mas que também agradassem ao cliente, o atendimento e os envolvidos na criação. Calcule esse nível de preocupação relacionado à quantidade de postagens mencionadas anteriormente, apenas hipoteticamente. Em algumas agências, multiplique isso por alguns muitos clientes. O tempo se torna escasso (eu sei, já falei muito sobre isso, mas é uma realidade e que influencia muito nosso dia a dia).

Por isso é importante, antes de pesquisar, listar palavras-chave as quais traduzem o conceito da imagem desejada e ter bem definido o perfil do público, para não correr riscos de escolher fotos com modelos diferentes desse perfil. Os sites de bancos de imagens possuem mecanismos de busca (alguns melhores do que outros) por palavras-chave, por cores, elementos, tamanho, autor e uma série de outros filtros. Antes de partir direto pra busca, pense um pouco, estruture a ideia de post para direcionar a criação, poupar tempo e otimizar resultados.

Espero com essa série de posts ter contribuído, mesmo que minimamente com breves pensamentos e experiências, sobre o processo criativo e direção de arte para mídias sociais. =)

E para quem quiser se aprofundar em direção de arte pode consultar esta apresentação, a qual utilizo em minhas aulas e cursos.

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Sobre mídias sociais e direção de arte – parte 4

1. parte: Introdução

2. parte: O ambiente do usuário de mídias sociais

3. parte: O ambiente do diretor de arte de mídias sociais

4. parte: Creative Commons

5. parte: Pesquisa de imagens


 

Na semana passada comentamos, brevemente, sobre os ambientes tanto do usuário de mídias sociais como do d.a. que atua nessa área. Há, no entanto, muito mais coisas na internet do que podemos imaginar, e tudo isso implicou em uma série de novos comportamentos e ruptura de antigos valores, antes considerados absolutos e inabaláveis. Um desses valores foi o copyright. Em um ambiente como a web, onde qualquer um pode publicar o que quiser e se apropriar de qualquer coisa que encontra, é difícil – pra não dizer impossível – manter o controle sobre suas próprias criações.

Negar essa realidade em constante mudança é um risco o qual não podemos correr.

Traçando um paralelo com todas essas possibilidades de apropriação de conteúdo e de meios de produção, mais uma vez a velocidade se torna um fator importante e criar conteúdo contra o tempo se torna uma rotina: pesquisar, criar legendas, procurar por fotografias e/ou ilustrações, editar, produzir a imagem, preparar o post, enviar para aprovação (fazer alterações) e publicar. Tudo isso, muitas vezes, em um curto espaço de tempo e sempre inserido na estratégia da marca, sem se distanciar da identidade visual já estabelecida.

Por isso, antes de se produzir o conteúdo de fato é imprescindível a construção de uma estratégia junto do planejamento, além da definição de conceitos com a função de guiar a produção diária, com termos-chave, cores-padrão e uma ou duas fontes pré-determinadas.

Porém, quando o conteúdo envolve/precisa de fotos ou ilustrações o d.a. sabe que o tempo, muitas vezes, não permitirá que ele crie/desenvolva do jeito que acredita ser o essencial e mais adequado para aquela situação. E é nesse instante que os bancos de imagens (pagos ou gratuitos) se tornam uma das mais poderosas (divertidas e confusas) ferramentas.

De acordo com o poder da marca, produzir fotos está fora de cogitação ($$). Se o d.a. entender de fotografia e quiser arriscar produzir as fotos (como ocorre muitas vezes), ele tem a oportunidade de ter mais controle sobre aquilo que cria, e destinar o tempo de pesquisa em bancos de imagem para produção dirigida a fim de alcançar o resultado que quer.

Mas, ainda falando dos bancos de imagem, não é toda marca e/ou agência que tem condições de pagar uma mensalidade ou de comprar imagens com frequência, e entender – minimamente – de CC – Creative Commons e de como utilizar bancos gratuitos pode salvar o conteúdo e o dia da equipe.

Além do creative commons podemos encontrar o copyleft e o domínio público, todos permitindo apropriação de conteúdo, porém cada um deles com seus termos de uso próprios.

É interessante notar que a cada dia mais pessoas e instituições estão aderindo a ideia de conteúdo livre. Há algum tempo o flickr, por exemplo, já permite aos seus usuários determinarem o tipo de licença em CC que querem destinar às suas produções. O próprio google, na pesquisa por imagens, já permite encontrar imagens em algumas das atribuições do CC.

Há, também, vários artistas, usuários e profissionais que disponibilizam seu trabalho para uso livre com atribuição, por exemplo, e com uma rápida pesquisa na internet é possível encontrar vários deles, seja para foto, desenho, áudio ou texto. O Skitterphoto deixa isso claro logo no topo de sua página: license free, high quality photos for anyone to use. O Gratisography também possui fotos gratuitas e de alta qualidade.

No Brasil, temos o Fotos Públicas, fornecendo imagens para qualquer coisa, menos para fins comerciais.

Por isso, não existe desculpas para não produzir caso o cliente não tenha verba o suficiente para bancar um banco de imagens pago, como este ou este. Tem que arregaçar as mangas, pesquisar e criar. :)

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