edição e design – resenha e opinião

Em minhas aulas de Produção Gráfica procuro, ao máximo, questionar os alunos sobre a atual importância e relação do impresso com o digital, em uma [não tão nova] realidade onde as pessoas podem não apenas receber informação, mas também produzir, interagir, opinar, reconstruir e reconfigurar significados em “tempo real”.

No entanto, alguns conceitos do impresso se tornam imprescindíveis para a criação e desenvolvimento efetivo de qualquer obra. Quando meu cunhado (grande designer) soube que eu seria professor, me indicou o livro Edição e Design, sendo este meu primeiro contato com o autor Jon V. White.

A obra é uma das publicações mais fantásticas e divertidas com as quais já tive oportunidade de interagir. White faz considerações importantes sobre não apenas a criação em si, mas sobre aspectos muitas vezes ignorados pela maioria dos criativos ao redor do globo: o ambiente, o indivíduo, a tridimensionalidade do projeto.

Na página das resenhas do livro no Skoob encontrei uma breve resenha de um grande amigo, o Tarcízio Silva (recomendo a leitura de seu blog), da qual cito uma passagem:

“Desfile” é o capítulo mais suculento. Infelizmente, a maioria dos livros de design gráfico ignoram um aspecto importantíssimo: a sequencialidade entre as páginas como recurso estético ou narrativo. White diz: “o modo pelo qual os observadores reagem a uma página é afetado pela memória daquilo que acabaram de ver, assim como a curiosidade pelo que vem em seguida. Hábeis comunicadores exploram essa quarta dimensão – o tempo – para dar ‘ritmo’ ao produto e incluir surpresas, altos e baixos emocionais.” Utiliza essa metáfora do “desfile” e compara o passar das páginas a várias outras artes e performances.

uma das páginas do livro, especificamente a capa de início do capítulo “cor” (que inclusive é a única parte no livro inteiro que possui cor e um papel diferente do restante da publicação)

White se utiliza de uma linguagem despojada e exemplifica, através de desenhos claros, aquilo que diz com palavras, estabelecendo a relação da qual tanto comenta entre imagem e texto.

Alguns de seus capítulos são bastante breves, como “A Publicação”, um dos primeiros do livro. Há outros muito mais longos, como “Desfile” e “Imagens” e que exploram com riqueza vários caminhos e maneiras de se construir o layout, passando por alinhamento da página como um todo, da imagem em relação ao texto, das legendas em relação às imagens, do espaço vazio enquanto instrumento de intensificação da leitura e até das diversas maneiras de se utilizar uma mesma imagem conforme a intenção da matéria.

Edição & Design vale cada página de leitura e merece ser revisitado regularmente.

E uma curiosidade: White disponibilizou algumas de suas obras como Domínio Público. Vale conferir!

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fanzines nas escolas – resenha e opinião

Desde que comecei a dar aulas este ano, minha inquietação passou de normal para abismal. Se procurar soluções frente a uma realidade já era um desafio, agora, buscar caminhos e possibilidades para ser um professor que acompanhe o ritmo dos alunos, do mercado e do mundo passou a ser pensamento constante, quase um mantra.

Uma de minhas características como profissional é questionar o que é proposto e, quando há necessidade de supervisionar um time, levantar pontos fracos e fortes de maneira técnica, sempre apontando caminhos diferentes a fim de levar os indivíduos a auto-crítica e auto-aprimoramento. Através de trabalhos explorando multi-plataformas, quase transmidiáticos, trabalho junto dos alunos explorando caminhos de se empoderar da linguagem, construir informação a partir da pesquisa e, de alguma maneira, [re]definir a realidade, por menor que ela seja. O fanzine é uma dessas plataformas, uma mídia quase que absolutamente marginal e, nas palavras de Renata Queiroz Maranhão (2012, p. 14), uma superfície aberta a múltiplas experimentações no ato de combinar textos e imagens em um artefato cuja elaboração depende do objetivo e da criatividade de quem experimenta ser autor.

Em seu livro, Fanzines nas Escolas, convite à experimentação, Maranhão dialoga sobre as possibilidades que o fanzine permite, por sua característica artesanal, marginal e sem uma definição petrificada: ele depende das intenções do autor para com o ambiente, com o mundo.

Enquanto instrumento pedagógico, os zines permitem aos professores trabalhar o conteúdo do currículo escolar juntamente com os alunos, não sendo “possuidor do conhecimento” mas, sim, um facilitador, indicando meios de pesquisar e aprender a partir da exploração do mundo e não da interação tradicional e petrificada que temos comumente hoje (e há tanto tempo).

O livro exemplifica situações do fanzine em sala de aula, em diversos níveis inclusive, desde a educação básica até no ensino e preparo de docentes.

Entre suas referências para a pesquisa, Maranhão utilizou Fanzines: autoria, subjetividade e invenção de si, o qual já li e escrevi sobre.


MARANHÃO, Renata Queiroz; Fanzines na escola: convite à experimentação. Fortaleza : EdUece, 2012.

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Sobre mídias sociais e direção de arte – parte 5

1. parte: Introdução

2. parte: O ambiente do usuário de mídias sociais

3. parte: O ambiente do diretor de arte de mídias sociais

4. parte: Creative Commons

5. parte: Pesquisa de imagens


Finalmente, chegamos ao último post da série “Sobre mídias sociais e direção de arte”,

Uma produção de fotos com um excelente profissional não sai barato, salvo exceções de grandes marcas que têm condições para tal. A velocidade exigida pelas mídias sociais não deixa tempo para grandes produções e, no ambiente virtual, os bancos de imagem ganharam notoriedade, com preços e qualidade bastante variados. E isso influencia diretamente na qualidade do material, ainda mais se o cliente não quiser/não puder investir em um bom banco de imagens.

Além de escolher o banco, encontrar imagens que se adequem ao perfil da marca, ao público e à realidade do nosso país tornam a tarefa bastante angustiante, já que muitos deles são internacionais e seus modelos, também (mesmo que tenha idioma em português). Outra coisa bastante importante: utilizar banco de imagens é correr o risco de ver uma mesma imagem utilizada por diferentes marcas, coisa que não acontece se existe verba pra bancar produção própria.

Quando trabalhei como diretor de arte para mídias sociais nosso maior desafio era encontrar fotos não apenas de acordo com a identidade da marca e do público, mas que também agradassem ao cliente, o atendimento e os envolvidos na criação. Calcule esse nível de preocupação relacionado à quantidade de postagens mencionadas anteriormente, apenas hipoteticamente. Em algumas agências, multiplique isso por alguns muitos clientes. O tempo se torna escasso (eu sei, já falei muito sobre isso, mas é uma realidade e que influencia muito nosso dia a dia).

Por isso é importante, antes de pesquisar, listar palavras-chave as quais traduzem o conceito da imagem desejada e ter bem definido o perfil do público, para não correr riscos de escolher fotos com modelos diferentes desse perfil. Os sites de bancos de imagens possuem mecanismos de busca (alguns melhores do que outros) por palavras-chave, por cores, elementos, tamanho, autor e uma série de outros filtros. Antes de partir direto pra busca, pense um pouco, estruture a ideia de post para direcionar a criação, poupar tempo e otimizar resultados.

Espero com essa série de posts ter contribuído, mesmo que minimamente com breves pensamentos e experiências, sobre o processo criativo e direção de arte para mídias sociais. =)

E para quem quiser se aprofundar em direção de arte pode consultar esta apresentação, a qual utilizo em minhas aulas e cursos.

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Sobre mídias sociais e direção de arte – parte 4

1. parte: Introdução

2. parte: O ambiente do usuário de mídias sociais

3. parte: O ambiente do diretor de arte de mídias sociais

4. parte: Creative Commons

5. parte: Pesquisa de imagens


 

Na semana passada comentamos, brevemente, sobre os ambientes tanto do usuário de mídias sociais como do d.a. que atua nessa área. Há, no entanto, muito mais coisas na internet do que podemos imaginar, e tudo isso implicou em uma série de novos comportamentos e ruptura de antigos valores, antes considerados absolutos e inabaláveis. Um desses valores foi o copyright. Em um ambiente como a web, onde qualquer um pode publicar o que quiser e se apropriar de qualquer coisa que encontra, é difícil – pra não dizer impossível – manter o controle sobre suas próprias criações.

Negar essa realidade em constante mudança é um risco o qual não podemos correr.

Traçando um paralelo com todas essas possibilidades de apropriação de conteúdo e de meios de produção, mais uma vez a velocidade se torna um fator importante e criar conteúdo contra o tempo se torna uma rotina: pesquisar, criar legendas, procurar por fotografias e/ou ilustrações, editar, produzir a imagem, preparar o post, enviar para aprovação (fazer alterações) e publicar. Tudo isso, muitas vezes, em um curto espaço de tempo e sempre inserido na estratégia da marca, sem se distanciar da identidade visual já estabelecida.

Por isso, antes de se produzir o conteúdo de fato é imprescindível a construção de uma estratégia junto do planejamento, além da definição de conceitos com a função de guiar a produção diária, com termos-chave, cores-padrão e uma ou duas fontes pré-determinadas.

Porém, quando o conteúdo envolve/precisa de fotos ou ilustrações o d.a. sabe que o tempo, muitas vezes, não permitirá que ele crie/desenvolva do jeito que acredita ser o essencial e mais adequado para aquela situação. E é nesse instante que os bancos de imagens (pagos ou gratuitos) se tornam uma das mais poderosas (divertidas e confusas) ferramentas.

De acordo com o poder da marca, produzir fotos está fora de cogitação ($$). Se o d.a. entender de fotografia e quiser arriscar produzir as fotos (como ocorre muitas vezes), ele tem a oportunidade de ter mais controle sobre aquilo que cria, e destinar o tempo de pesquisa em bancos de imagem para produção dirigida a fim de alcançar o resultado que quer.

Mas, ainda falando dos bancos de imagem, não é toda marca e/ou agência que tem condições de pagar uma mensalidade ou de comprar imagens com frequência, e entender – minimamente – de CC – Creative Commons e de como utilizar bancos gratuitos pode salvar o conteúdo e o dia da equipe.

Além do creative commons podemos encontrar o copyleft e o domínio público, todos permitindo apropriação de conteúdo, porém cada um deles com seus termos de uso próprios.

É interessante notar que a cada dia mais pessoas e instituições estão aderindo a ideia de conteúdo livre. Há algum tempo o flickr, por exemplo, já permite aos seus usuários determinarem o tipo de licença em CC que querem destinar às suas produções. O próprio google, na pesquisa por imagens, já permite encontrar imagens em algumas das atribuições do CC.

Há, também, vários artistas, usuários e profissionais que disponibilizam seu trabalho para uso livre com atribuição, por exemplo, e com uma rápida pesquisa na internet é possível encontrar vários deles, seja para foto, desenho, áudio ou texto. O Skitterphoto deixa isso claro logo no topo de sua página: license free, high quality photos for anyone to use. O Gratisography também possui fotos gratuitas e de alta qualidade.

No Brasil, temos o Fotos Públicas, fornecendo imagens para qualquer coisa, menos para fins comerciais.

Por isso, não existe desculpas para não produzir caso o cliente não tenha verba o suficiente para bancar um banco de imagens pago, como este ou este. Tem que arregaçar as mangas, pesquisar e criar. :)

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o poder do mito – resenha e opinião

Geralmente, quando faço alguma resenha aqui é sobre um livro, porém achei interessante expandir as possibilidades, já que a internet nos traz todo tipo de conteúdo, nos mais variados formatos.

Há algum tempo falei sobre uma das obras de Joseph Campbell, o Heroi de mil faces, e agora volto a falar dele, porém de um documentário no qual participou pouco antes de sua morte, onde comentou, ao longo de seis episódios, sobre O Poder do Mito.

A Saga do Heroi: no primeiro episódio, Campbell comenta sobre o monomito, a jornada do heroi, as semelhanças entre mitos e seu papel na sociedade. Quem é o heroi e como ele influencia o meio, o pensamento e a própria existência?

Os Primeiros Contadores de Histórias: na sequência, ele argumenta sobre quem foram os primeiros a repassar adiante as histórias, os responsáveis por perpetuar, oralmente e, posteriormente, por desenhos e pela escrita, verdades, dogmas, crenças e valores morais e éticos, que influenciam nossas vidas até hoje.

A Mensagem do Mito: afinal, para que serve o mito? Qual a intenção escondida por trás de uma história? O que os antigos deuses e herois têm para mostrar? Quais verdades se enveredam por entre as intrincadas relações do divino com a existência?

Sacrifício e Felicidade: neste episódio, Campbell aborda os diferentes ritos antigos e o que pretendiam alcançar.

O Amor e a Deusa: se o que buscamos, em nossa existência, é a felicidade, qual é a função do mito senão a de funcionar como um guia?

Máscara da Eternidade: e, finalmente, no último episódio, a eternidade, muitas vezes prometidas nas histórias ou apenas uma dádiva dos deuses. O que é ser eterno?

Apesar de longo (aproximadamente 6h), o documentário oferece uma boa variedade de informações sobre a pesquisa de Campbell, enaltecendo diferenças, semelhanças e o papel do mito em nossas vidas.

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Sobre mídias sociais e direção de arte – parte 3

1. parte: Introdução 

2. parte: O ambiente do usuário de mídias sociais

3. parte: O ambiente do diretor de arte de mídias sociais

4. parte: Creative Commons

5. parte: Pesquisa de imagens


 

É sabido, por boa parte do mercado publicitário, da fama que antecede os criativos (geralmente em relação ao seu gênio e não apenas sobre suas potencialidades criativas), porém vou me reter aqui a falar sobre as competências que acredito serem necessárias para um d.a.

Tolerância e paciência deveriam ser ensinadas na faculdade, além do fato de que tudo que se cria em uma agência nunca é ‘para nós’, e sim sempre para outro (geralmente, uma marca que quer lucrar). Antes de ficar boa, uma estratégia precisa passar por uma série de processos até estar apta para ser apresentada ao cliente, defendida e então, veiculada. Logo: a refação é uma realidade, e estará presente em alguma das fases, se não em todas.

Em mídias sociais, no entanto, a refação não pode ser uma constante. No primeiro post da série, comentamos um pouco sobre essa realidade, sobre a quantidade absurda de trabalho, considerando-se apenas uma marca e alguns canais. Se manter criativo é um trabalho árduo, que exige trabalho em equipe e aceitação de que não dá pra ser genial o tempo todo, mas dá pra ser assertivo na maior parte do tempo.

Então, recomendo para um d.a. de mídias sociais:

  • esteja alinhado com o planejamento da marca (tanto do cliente como o feito pelo time de planners de sua agência);
  • tenha sempre em mãos o manual de identidade visual da marca (i.d.);
  • crie (e identifique) padrões – cores, fontes, estilos de imagens – sempre alinhado com a i.d. da marca e mude-os periodicamente;
  • esteja alinhado com o atendimento, ele está sempre em contato com o cliente e (em tese) o conhece melhor que ninguém na agência;
  • leve em consideração separar um tempo em sua agenda para acompanhar o trabalho da equipe de monitoramento, principalmente seus relatórios, para ver os números comprovarem o que funciona;
  • e talvez o mais importante, depois de estudar e pesquisar muito: respire fundo e aceite críticas. Procure entender a origem delas e ver se fazem sentido, para então identificar possíveis ruídos na comunicação.

O d.a. é um dos profissionais, ao lado do redator, que condensa boa parte do trabalho de toda a equipe de uma agência, pois depois deles entende-se que o trabalho está muito mais próximo de se concretizar, logo é uma das partes que mais sofre as consequências de uma estratégia mal construída e de uma equipe mal alinhada (sem o mérito aqui de falar sobre as consequências para o cliente). Mas também pode ser ele a identificar onde estão essas falhas e auxiliar em sua solução.

 

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Sobre mídias sociais e direção de arte – parte 2

1. parte: Introdução 

2. parte: O ambiente do usuário de mídias sociais

3. parte: O ambiente do diretor de arte de mídias sociais

4. parte: Creative Commons

5. parte: Pesquisa de imagens


Em algum momento de nossas vidas profissionais, aprendemos a importância de se considerar as características do público, antes visto como uma massa uniforme e sem opinião, descriminados e catalogados em diferentes grupos de classe, cor, credo, etc. A internet possibilitou (frequente e clichê, porém uma afirmação real), uma análise muito mais assertiva e “próxima” da realidade, boa parte em virtude das mídias sociais. (para aprender mais, veja este material produzido pela Social Figures)

Vale considerar, contudo, que nosso comportamento também se adaptou (e continua em constante mudança), e há hoje muito mais poder de opinião e feedback em tempo real do que jamais tivemos. É importante também notar que quando falamos em “ambiente” não podemos nos limitar a uma análise de um recorte específico, como por exemplo considerar apenas o facebook, como se fosse a única janela aberta.

Para fazermos algo, um outro algo deixamos de fazer, logo: o que o usuário vai deixar de ver (e consequente e/ou possivelmente, interagir com) para se dedicar a sua mensagem? O que ela tem de diferente?

A frase “menos é mais” tem sua valia, principalmente na comunicação. Deixar somente o que é essencial na mensagem para potencializar seu resultado:

  • texto (palavras, sintaxe, frases, títulos, legendas, slogans, a própria marca); e
  • imagem (ilustração ou foto [e tudo que ela possui: cores, cenário, pessoas ou o próprio texto como imagem])

e relacioná-la com o contexto (a mídia): considerar as cores da mídia social em questão; a quantidade de informação que há em sua interface; o usuário pode ter várias abas abertas, música tocando, estar no trabalho ou em casa (e esses ambientes possuem seus ruídos também); possibilidade do conteúdo ser visto via mobile (e aqui as possibilidades vão muito além).

Criar, sem pensar no ambiente do usuário, pode prejudicar a efetividade da ação, por isso deve-se considerar a simplicidade no conteúdo aliado a estratégia da marca, promovendo o relacionamento e interação: poucas cores, textos sucintos (menos palavra e mais informação), usar a tríade imagem-legenda-tipografia se complementando, e não se repetindo.

Quanto menos ruído na mensagem, mais possibilidades de ser notada em meio ao caos de um ambiente hipotético de um usuário com a atenção dividida.

Gostaria de me estender mais, porém o objetivo desta série de posts é traçar um mapa, ainda que breve, sobre o que envolve, direta e indiretamente, o trabalho do diretor de arte.

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