fanzines na fronteira – registro V

oi pessoal!

após dois meses, cinco turmas e 15 encontros, a parte inicial do projeto – de aplicação – chegou ao seu fim.

foram 2 escolas, 3 professoras e pouco mais que oitenta alunos participantes que, juntos, conseguiram criar e produzir algo em torno de 50 fanzines.

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vale ressaltar que o projeto incentivou vários desdobramentos, entre eles:

  • uma das professoras produziu um artigo sobre a experiência com a turma de superdotados;
  • outras professoras de uma das escolas gostaram da experiência, e uma das voluntárias do projeto “passou adiante” sua experiência;
  • outros zines foram produzidos e distribuídos em outras atividades de ambas as escolas, em um evento de halloween e na inauguração de um espaço de artes em outra;

de agora em diante, o projeto será de organização e análise dos dados coletados para, enfim, escrever a dissertação.

obrigado a todos que acompanharam esses breves relatos. assim que possível, novidades serão comentadas por aqui. c:

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fanzines na fronteira – registro IV

oi pessoal! semana passada começamos mais uma turma no projeto, dessa vez de artes, com alunos entre 15 e 16 anos.

a professora incentivou explorarem o tema “américa latina”, e os resultados foram muito legais. alguns dos temas escolhidos:

  • o corpo da mulher latino-americana
  • a corrupção na libertadores
  • árvore genealógica das instituições da fronteira
  • as diferenças que compõem a américa-latina

IMG_20151022_085753899não são, ainda, temas definitivos mas, sim, o início de um debate muito mais profundo. cada grupo foi assessorado particularmente, questionando-se a relevância do tema para eles enquanto grupo e indivíduos, para o projeto e para o ambiente deles.

nesta semana, teremos o segundo encontro, onde os protótipos dos zines serão levados, debatidos e encaminhados para sua conclusão.

até a próxima!

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fanzines na fronteira – registro III

oi pessoal!

ontem, segunda (19), concluímos mais uma parte do projeto, com uma turma de superdotados. a professora voluntária gostou muito do resultado, também chamando atenção da pedagoga responsável da escola, ao ponto de quererem aplicá-lo novamente nesta turma.

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foram dois zines produzidos: o primeiro, por uma aluna, 12-13 anos, com deficiência visual. com 30% de sua visão, a professora a incentivou a criar um zine como ela percebe o mundo e, dessa forma, o resultado foi impressionante, com uma folha A3 toda desenhada com arabescos, letras grandes, falando sobre música, poemas, focando na temática “não desista de seus sonhos”. a aluna também se sentiu a vontade para convidar uma colega para ser co-autora, ideia apoiada pela professora.

o segundo zine, de um aluno próximo de seus 14 anos, partiu de um comentário em sala de aula que um colega fez: filósofos são todos vagabundos. a fim de provocar o questionamento em seus colegas ele decidiu, assim, desenvolver um zine que falasse de grandes pensadores e sua importância.

IMG_20151019_133301581na imagem ao lado é possível observar, junto do zine primata, um dos estudos realizados entre aluno-professora, afim de amadurecer o tema e a razão de sua escolha.

ambos os estudantes pensam em continuar com suas produções e distribui-las em sala de aula, o que tomo a liberdade de afirmar que tornaria a experiência zínica mais profunda, não se fechando apenas em sua criação, mas encontrando parte de seu sentido na distribuição.

esta semana ainda começaremos outras duas turmas, ambas de literatura, onde a produção zínica terá importância na produção de histórias.

obrigado a todas e todos que tem acompanhado o projeto! em breve, mais novidades. c:

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fanzines na fronteira – registro II

oi pessoal!

semana passada concluímos uma das turmas participantes do projeto.

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a professora voluntária, em conversa informal após a aula, disse ter gostado do resultado, da participação e engajamento dos estudantes. no total, foram sete zines produzidos, na disciplina de inglês, entre alunos de 13 e 15 anos. os temas iam desde música brasileira no estrangeiro até a relação turismo-moradores da fronteira.

no último encontro, em uma roda de debate, todos precisaram relatar sua própria experiência, processos criativos e como abordaram seu tema. durante a apresentação, alguns alunos explicaram que precisaram conversar com turistas, outros trouxeram reflexões importantes, questionando a indústria do turismo.

IMG_20150930_083908955houveram ainda aqueles que debateram a relação entre funk e religião, em um complicado processo de auto-questionamento, já que no mesmo grupo existiam fãs de funk e religiosos. contudo, os alunos impressionaram ao debater de forma saudável e entregar um zine que questionava ambos os temas.

na semana que vem, mais uma turma conclui o projeto e começamos com outras duas, lembrando que os temas a serem trabalhados são escolhidos pelxs professorxs, de acordo com sua ementa/plano de ensino.

é importante salientar que, após a experiência, as professoras participantes entregarão um relato da experiência, fortalecendo a pesquisa e trazendo a experiência daqueles que vivem o chão da escola, onde a realidade acontece.

até breve! o/

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fanzines na fronteira – registro I

oi pessoal!

pra quem tem me acompanhado nas últimas semanas, sabe que estou com uma pesquisa no mestrado que busca aplicar os fanzines em sala de aula, como potencial instrumento pedagógico.

nesta semana, na segunda (21) e quarta (23), iniciamos o projeto em salas de aula, em uma escola estadual, com turmas do 9º ano.

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na segunda, junto de uma turma de superdotados em uma escola estadual, debatemos sobre o tema escola (sugerido pela professora voluntária), e como é possível, através do fanzine, abordar o assunto. tanto a professora quanto os alunos abraçaram a ideia e sugeriram diversas abordagens. em determinado momento houve, inclusive, a sugestão de mudar o tema de acordo com as peculiaridades de cada aluno.

era perceptível como o diálogo horizontal permitiu aos envolvidos se conhecerem um pouco mais, em um tom mais descontraído, porém focado em debater o tema e suas possíveis abordagens.

já, na turma de quarta, a professora voluntária leciona inglês e propôs, aos alunos, temas relacionados com o conteúdo programático da disciplina.

grupos e temas decididos, o debate se tornou intenso, questionando-os do quanto estavam confortáveis com suas escolhas e de onde partia o interesse naquele tema. perguntas que os incentivavam a se aprofundar em pesquisa e reflexão foram feitas durante toda a monitoria, tais como “qual a relevância do tema para você? para quem vai ler? para a área do tema abordado?” e ainda “onde soube disso? qual o fundamento de sua afirmação? pretende pesquisar em várias fontes para obter opiniões diferentes?”.

as turmas e professoras voluntárias se mostraram bastante interessadas e empolgadas neste primeiro encontro, com boas perspectivas para a continuidade do projeto, o qual ainda compreende mais dois encontros: um com o protótipo e adequações; e outro com uma roda de conversa para os alunos falarem de sua experiência e trocarem entre si os fanzines prontos.

até semana que vem! :)

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projeto – fanzines na fronteira

Oi pessoal!

Quem me acompanha sabe que estou cursando o mestrado em Estudos Interdisciplinares Latino-americanos, na Unila, e também sabe que dou aula no curso de Publicidade em um Centro Universitário local.

Graças as dicas e conselhos de um amigo há algum tempo, meu objeto de pesquisa são, há algum tempo, os fanzines como prática pedagógica. Aliando isso ao meu desejo de contribuir e aprofundar as pesquisas na área de comunicação e, recentemente, educação, abro o chamado para todxs xs professorxs interessadxs em participar, também, deste percurso! :D

No entanto, é preciso responder a alguns requisitos básicos:

  • ser professorx em uma instituição de Foz do Iguaçu: pública ou privada, a partir do 5º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Superior;
  • realizar inscrição via e-mail e concordar em participar como voluntárix da pesquisa, seguindo os passos sugeridos no primeiro contato;

As inscrições são até o dia 11 de setembro, pelo e-mail: yu.amaral@gmail.com e o primeiro encontro será na tarde do dia 12 de setembro – um sábado – em local a ser informado via e-mail para os inscritos.

A turma tem vagas limitadas – 15 pessoas – e a seleção ocorrerá por ordem de inscrição. Os passos seguintes serão enviados via e-mail para os cadastrados e conforme a procura, estudaremos a possibilidade de uma segunda turma! :D

Obrigado! c:

P.S.: caso tenha achado legal a ideia e queira aplicar em sua cidade, me manda um e-mail que compartilho contigo o procedimento, os documentos já criados, etc! :D Aqui é tudo no sistema creative commons. Quanto mais gente fizer, melhor! :D \o/

P.S. 2: veja aqui sobre minha experiência em sala de aula com os fanzines, aqui e aqui alguns textos breves sobre o tema. c:

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impasses de um monólogo não declarado

se soubesse por qual razão insistia tanto, provavelmente pararia. ali mesmo.

não daria mais continuidade a uma tentativa vã de conhecer um mundo que se fecha em si mesmo, um lugar onde o preço para ingressar é a própria individualidade.

qual o sentido em segregar vontades? selecionar experiências com base em expectativas tolas de um passado infeliz? por que uma busca insistente por algo que aconteceu no auge da embriaguez de uma madrugada qualquer?

não sabia a resposta, de coisa alguma, por isso não parava.

tudo bem?

têm pessoas que sabem fingir, mas há pessoas que insistem em quebrar a ordem lógica do mundo e se fechar não em si mesmas mas para si mesmas, como se não existisse nada além de sua própria poeira umbilical.

tô bem.

eu não estou bem, obrigado por se preocupar pensava consigo sempre que importunava o narcisismo alheio, o qual rompia sua expectativa daquilo que julgava poder-vir-a-ser uma boa conversa.

o problema de se tentar dialogar com pessoas que pensam estarem sempre à frente de um espelho é perceber que vivemos em uma constante articulação de infinitos monólogos que tentam se dialogar.

preciso ir agora voltar pra mim mesmo de onde jamais deveria ter saído

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